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2010!

2010!

domingo, 3 de janeiro de 2010

MAS ...

mas ... nem tudo foi perfeito principalmente no que diz respeito aos banheiros, estava um caos total, dependendo de onde estávamos tinhámos que andar mais de duas quadras pra encontrar um e ... sempre com filas imensas, sei que tem dado ate cadeia pra quem faz xixi na  rua mas num dado momento não tivemos duvidas, eu e algumas amigas pegamos um rua paralela qualquer e ... deixamos cair ainda bem que era só xixi.

SAUDADES.

--- depois de dois anos e, mais de dez sem ir a um reveillon, na praia de copacabana, estive por lá --- passei uma semana no RIO DE JANEIRO --- minha terra --- e, que maravilha! com minha filha e meu marido passeamos pela zona sul na maior tranquilidade, fomos á praia todos os dias, saimos á noite --- coisa que há muito eu não fazia --- me deu até vontade da voltar pra minha casa lá no vidigal mas, eu prefiro esperar mais um pouco. o clima á noite era muito bom, de total paz e harmonia, com copacabana lotada, com todos se divertindo numa boa, nem parecia que erámos mais de um milhão de pessoas deu gosto de se ver! e, sentir valeu a pena deixar algumas coisas de lado, medo insegurança, intranquilidade, me despi de tudo e ... fui com fé. deu tudo certo. com minha filha nos braços saudei o ano vindouro, filmei a queima de fogos, tomamos cerveja, "champagne" rimos nos divertimos, dançamos e, voltamos pra casa na maior felicidade, já estou com saudades do próximo reveillon.

sábado, 26 de dezembro de 2009

fetividades.

--- aos meus dezoito leitores: feliz ano novo, tudo de bom no ano que vai nascer, felicidades pra todos, e, corrente pra frente. vamos correr na frente, porque quem corre atrás chega por último! estou saindo de férias, até dois mil e dez, fiquem com deus ate lá.beijosss.
---bom, fim de ano chegando, o natal já se foi, me sai bem esse ano, é que eu nunca gostei de natal, acho tudo muito chato com aquela obrigação de ser-mos felizes de ter-mos que comprar e dar presentes pra deus e o mundo, temos que ir á várias festas, comer um monte de coisas, beber tudo e todas, temos que falar com pessoas que nos fuderam a vida durante o ano inteiro, nos encheram o saco, e os amigos ocultos? caramba! que  saco nunca nos dão aquilo que queremos, mas também não sei, se damos aquilo que o outro espera --- mas neste ano a coisa foi diferente pra mim, deixei o clima me invadir, me deixei levar mesmo pelo tal clima de natal e, foi tudo uma maravilha --- tirei fotos na casa do papai noel --- aqui em paraiba do sul --- enfrentei uma maratona de umas cinco festas --- por fim eu já estava de saco cheio, mas segurei a onda, deu tudo certo ---, me senti muitissimo bem, no dia vente e cinco fiz um almoço aqui em casa mas ... não convidei ninguém --- deixei a critério de quem quisesse chegar e, pra minha surpresa foi um sucesso, bebemos, comemos, dançamos, rimos foi tudo bem descontraido, assim como deve ser, com meus filhos abrindo os presentes, eu também é claro --- no fim do dia todos foram embora, eu tirei um cochilo me levantei ali pelas sete da noite --- rearrumei a cozinha refiz o jantar minha nora veio me visitar, me trouxe um presente, jantamos, lanchamos, bebemos vinho, cerveja, trocamos idéias, ela e, meu filho sáiram, e o silencio na casa voltou a reinar, vi a novela, tomei banho dei janta pra minha filha e, fomos dormir. assim como deve ser, tranquilidade total, pra ano novo espero a mesma coisa só que estamos indo viajar, vou pro RIO DE JANEIRO, há muito tempo que eu não passo o ano ali em frente o mar, olhando os rituais --- me disseram, sou filha de IEMANJAR, então vou reverenciar minha mãe d'água, irei da amarelo e branco, dinheiro e sorte pra dois mil e dez. mas vou pedir pra todo mundo.

sábado, 5 de dezembro de 2009

cidadania.

--- ontem 04/12, há noite eu estava assistindo ao programa do jo, e, ele estava entrevistando o cantor de pernanbuco que atualmente mora no rio de janeiro otto, lá pelas tantas ele o cantor disse uma coisa que não me sai da cabeça disse ele --- a policia já não nos ver como cidadãos --- isso muito me incomodou porque sou moradora do rio, atualmente moro no interior mas ... já passei por apuros nas mãos da policia, a pior delas foi assim --- eu ainda morava no morro do vidigal, vinha do trabalho, tarde da noite era uma sexta feira, minhas amigas ainda me chamaram --- vem CRISTIANE, vamos pro baile! vamos curtir um funck! mas eu não quis, estava cansada, tudo o que eu mais queria era chegar em casa me trocar, já que banho eu tinha tomado no trabalho, fazer um lanche, assisti a teve, ou bater um papo com meu pai, ver meu filho, que estava com nove anos, saber dos acontecimentos do dia, em fim descansar mas ... me despedi de minhas amigas e, caminhei pra rua de entrada da morro, eis que na minha frente estava acontecendo a famigerada blitzen, lá estavam os valorosos paliciais parando todo mundo, pondo todos contra o muro como só vi homens naquela situação segui meu caminho, de repente ouço um grito --- pará! pará! ei! mandei parar, pará porra! pará --- olhei pros lados e, não vi ninguém, meu deus isso é comigo! parei, nisso vem caminhando ao meu encontro um policial de mais ou menos um metro e oitenta á um e noventa já com uma mini metralhadora em punho chegando na minha frente ele levantou os braços e ... colocou a metralhadora dentro do meu rosto, bem no meio dos olhos --- gelei meus pensamentos congelaram, eu não conseguia nem pensar, não pensei em nada em ninguém, meu pai, meu filho, meus irmãos, que eram eu quem os criava, nada me veio á mente a ser --- meu DEUS agora vou morrer! ele vai me matar, ele vai me matar, ele vai me matar, de repente eu já não ouvia mais a musica que tocava no baile, de repente eu já não via mais as pessoas na minha frente, de repente eu já nem me sentia mais, eu não respirava, eu não pensava, apenas fiquei ali, parada imóvel, rente ao moro também, e, o valoroso soldado com a metralhadora em punho gritava --- tú, tá vino de onde? --- e, eu do trabalho --- mas ele não estava satisfeito --- a essa hora?, isso lá é hora de mulher descente chegar do trabalho? trabalha onde mulher ? --- e, eu --- ali naquele hotel, eu ia respondendo as perguntas sem olhar pra ele, desviava o meu olhar, mas num dado momento olhei nos olhos dele e o que eu vi me deixou mais apavorada ainda o homem estava descontrolado, com os olhos vermelhos esbugalhados, e, quando ele gritava mais esbugalhados ficavam, ele prosseguiu --- voce tem documentos? --- só o meu crachá --- ele olhou, olhou, olhou de novo --- mas, isso tá diferente, é voce mesmo? --- sim, sou eu --- foi tudo o que consegui dizer ou melhor balbuciar, porque a essa altura eu já estava entregando minha alma ao criador, me lembrei que meu pai estaria me esperando, meu filho e, meus irmãos menores também, pensei que nunca mais iria á praia, nunca mais eu sentiria o sol no meu rosto, apenas pensei " tenho que ir pra casa" mas com aquele homem ali, em pé gritando, me ofendendo não reagi, não tive pernas, boca, nada, ele ainda me chamou de vagabunda, logo eu que trabalhava em dois trabalhos, sustentava quatro crianças, e, ajudava um pai doente, ser chamada de vagabunda assim dói de mais, ele volta á carga --- o que é isso ai na sua mão? --- um maço de cigarro, uma calcinha, que uma amiga me vendou, como não tinha sacola pra colocar, tive que traze-la na mão mesmo, abri a mão mostrei pra ele " alguém me salve, alguém me salve, alguém me salve, pelo amor de DEUS" eram meus pensamentos quando lá do outro lado da rua vieram dois anjos salvadores de uma vez, um era o capitão da tal operação, o outro ou melhor a outra era minha amiga carmeci, o capitão veio, veio, veio chegou --- o que esta acontecendo aqui? boa noite senhora ---. boa ---. algum problema? --- não sei, pergunte pra ele --- a senhora tem documentos? --- tenho o crachá, que esta com o seu amigo --- me deixa ver, tá, tá tudo bem --- nisso vem carmem, me pega pela mão logo dizendo --- larga ela, uma pessoa não pode nem chegar do trabalho em paz? que voces já vai logo pertubando! o CRISTIANE, o que é isso? voce aceitou esse homem fazer isso contigo? não deixa não --- e, me pegando pelas mãos foi me arrastando dali, me tremia inteira, só fui me recompor lá na esquina perto da escada, me senti estranha, miserável, abandonada, um lixo, sem eira e, nem beira; há muito tempo que a policia já não nos, ver como cidadãos.

sábado, 28 de novembro de 2009

reações.

--- estava eu outro dia, num feriado vendo teve, zapeando pra lá e, pra cá parei num destes programas em que as pessoas vão pra contar suas agruras, seus anseios, suas tristezas e,  suas destiditas, de repente me vem uma mulher e, conta que apanha do marido há exatos quinze anos,  é isso mesmo há quinze anos a infeliz apanha do marido e, ainda tem a cara de pau de ir contar isso na teve, me pus a pensar" meu deus, ela gosta de apanhar" só pode ser isso porque hoje em dia ainda as mulheres se sujeitam a isso? umas dizem que são dependentes do dito cujo, outras dizem que é por medo, outras ainda alegam que é por causa dos filhos ---, isso me fez lembrar de minha mãe que apesar de tudo nunca engoliu nada, de homem nenhum, a não ser de meu pai, mas papai só agia em legitima defesa, com justa causa, e, em seus plenos direitos ou seja pra nos defender ---, como eu ia dizendo me lembrei de minha mãe, teve uma vez em que ela morava com um homem chamado dai, é o nome dele era dai, o dai era um cara legal, nos tratava bem a mim e, ao meu irmão EDUARDO, a quem ele carinhosamente chamava de dudu, mas ... sempre há os mas de repente ele e, minha mãe danaram a brigar, geralmente bate boca, mas teve um dia em que ele teve a infeliz idéia de bater em minha mãe e, pra que? acho que foi o pior dia da vida dele, no barraco tinhamos um fogareiro feito com dois tijolos que neste dia tinha sido aceso, ele deu um tapa em minha mãe e, ela não se fez de rogada, o agarrou pelos braços de modos a conduzi-li ate o fogareiro, ali o derrubou e, o jogou sentados nas brasas, tendo o cuidado de mante-lo ali assim, queimando por vários minutos, minha mãe pressionava e, ele gritava --- ai! sua desgraçada esta me queimando! desgraçada vou te matar! voce vai ver --- minha mãe não largou, o manteve ali queimando, esbravejando, chorando, xingando, quando ela achou que já bastava o largou, ele se levantou com o rabo cheio de brasas e, saiu correndo morro a fora, foi um salceiro só, uma vizinha veio perguntar a minha mãe o porque daquilo tudo e, minha mãe respondeu --- eu estava me defendendo, imagina ele quis bater em minha cara e, na minha cara ninguém bate! filho da puta nenhum bate no meu rosto, e, quer saber? foda-se, quero que ele se dane e, no meu barraco ele não entra mais --- e, assim foi, nunca mais eles moraram juntos e, minha mãe nunca aceitou desaforo de homem nenhum e, sempre dizia --- duvido que algum filho da puta encosta um dedo se quer em mim, o próximo que fizer isso eu mato! --- é claro que isso nunca aconteceu mas, ficou uma lição para mim: eu também não aceito desaforo, deu tá levando, me sustento, trabalho, não vejo porque aceitar nada de ruim de homem algum, e, ainda mais hoje em dia quando temos a lei maria da penha á nosso favor: pensem nisso.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

coisas de criança.

de vez em quando a gente enlouquece, me recordo de uma vez em que minha mãe me chamou e disse --- cristiane, vai lá na casa da ingridi e, pede pra ela um cigarro ( minha mãe tinha o péssimo hábito de pedir as coisas aos vizinhos, mania essa que eu detestava, ate hoje, detesto) mas fazer o que? desci as escadas caminhei pra casa de dona indridi, chegando no portão --- dona ingridi, ooo dona ingridi! --- ela vem ate a porta --- o que foi cris? --- minha mãe disse, se a senhora, pode mandar um cigarro pra ela? --- ih, minha filha diz pra ela que meu marido saiu pro trabalho e, não deixou ném um centavo, e que que não tenho cigarro, se eu tivesse estaria nas mãos dela, ta bom?! --- tá, tá bom --- respondi, voltando pra casa, entro casa á dentro minha mãe esta sentada no sofá --- e, ai cade o cigarro? estou doida pra fumar! --- pediu minha mãe --- olha a dona ingridi disse que não tem não, o marido dela saiu e, não deixou um centavo sequer pra ela, foi isso o que ela disse ---pronto!vai começar --- porra, caralho! duvido que ela não tem cigarros, ela não fica sem fumar, nem pelo cacete! filha da puta me negando cigarros, é mas ela vai ver, ah se vai! quando eu tiver um baseado aqui, que eu chamo ela pra fumar comigo, aqui ---, fazendo o gesto de banana --- e, quer saber de uma coisa? diz pra ela enfiar o cigarro dela no olho do cu! é enfia no cu ---. ouvi tudo, me retirei, voltei na casa de dona ingridi, --- dona ingridi, o dona ingridi, --- ela abriu a porta --- o que foi cristiane? --- minha mãe mandou dizer que é pra voce enfiar o cigarro no olho do cu, é pra enfiar no olho do cu, ela disse --- dei o recado me retirei  dona ingridi ficou ali, para olhando pra mim sem nada dizer --- voltei pra casa continuei brincando no quintal, dai a pouco me vem dona ingridi --- benedita, benedita! ooo benedita! eu tinha que vir aqui falar contigo, o que é isso? voce me mandar um recado daqueles, poxa vida fiquei muito triste --- minha mãe ---  mas, que recado? eu não mandei recado nenhum! --- a mulher estava chorando --- voce mandou sim! a cristiane chegou lá em casa e, me disse que voce me mandou enfiar o cigarro no olho do meu cu --- aah! benedita o que é isso? poxa quando foi que eu já neguei alguma coisa pra voce? francamente? estou muito triste --- minha mãe --- mas, mas, essa menina ta maluca! eu não mandei ela falar isso não! juro por deus, por tudo o que é mais sagrado! eu jamais ia mandar uma coisa dessa, essa menina ta é doida!  pelo amor de deus, senta aqui, vem cá, me espera aqui que eu já volto --- dona ingridi se sentou e, esperou quando minha mãe voltou veio trazendo cigarros, maconha, e uma dose de conhaque, tomaram, fumaram, riram pra caramba, ao cair da tarde dona ingridi foi-se embora levando uns cigarros que minha mãe tinha dado pra ela --- minha mãe me chama ---, cristiane, vem cá que idéia foi aquela de ir la falar aquilo? eu mandei voce fazer isso? --- e, eu --- mandou, voce falou vai lá e, diz pra ela enfiar o cigarro no olho do cu, voce disse --- minha filha eu sei, só que aquilo é maneira de se falar, não era pra voce ir lá na casa dela e repetir --- depois me olhando disse --- é, eu sei, eu errei tenho que tomar cuidado com as coisas que eu falo perto de voces.